Os vinhos Terras de Sicó, são produzidos na IG Beira Atlântico sub-região Terras de Sicó (Portaria nº 158/93, de 11 de Fevereiro e posteriormente alterado em 2011 pela portaria  n.º 238-A/2011 de 16 de Junho) deve seguir as tecnologias de elaboração e as práticas enológicas tradicionais, bem como as legalmente autorizadas.

A área geográfica de produção limita-se aos concelhos de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela e Soure e as Freguesias de Lamas (Miranda do Corvo), Abiúl, Vila Cã, Redinha e Pelariga (Pombal) e Aguda (Figueiró dos Vinhos); inserindo-se numa mancha de vinha localizada no Litoral Centro de Portugal. São solos de origem argilo-calcárea, de diferentes nuances com pequenos afloramentos de xisto, povoando o verde das encostas solarengas da Serra de Sicó com um clima de Invernos frios e húmidos e verões quentes e secos.

Nestas vinhas, podadas em vaso (as mais antigas) e em cordão bilateral (as mais recentes), predominam as seguintes castas

Tintas: Alfrocheiro Preto  Baga, Bastardo, Rufete, Tinta Roriz, Trincadeira e Touriga Nacional
Brancas: Fernão Pires, Rabo de Ovelha, Arinto e Cerceal. 

A riqueza natural dos mostos produzidos é a garantia da boa matéria-prima que optimiza uma produção em qualidade, mais do que em quantidade.

Os vinhos produzidos na Sub-Região de Terras de Sicó só podem ser comercializados após o estágio mínimo de seis meses, devendo ter um título alcoómetro natural mínimo 90% em volume e um título alcoómetro adquirido mínimo de 10,0 % em volume, devendo os restantes parâmetros analíticos apresentar os valores definidos para os vinhos de mesa em geral. O vinho rosé, ou rosado, deve ser elaborado pelo processo de “bica aberta” ou com uma ligeira curtimenta